domingo, 7 de março de 2010

CONSULTOR EM INTELIGÊNCIA

1. Sou um consultor civil, autônomo, em inteligência de estado, de segurança pública e privada. Ou seja, minhas atuais atividades técnico-profissionais são completamente desvinculadas da instituição pública a que pertenci no passado, ainda que a atividade de inteligência seja de utilização comum, tanto na esfera pública quanto privada. É preciso compreender que a atividade de inteligência tem várias vertentes, uma delas, a empresarial, organizacional ou competitiva, possuindo inclusive várias associação de profissionais da área, com registro público (em nível nacional e internacional) e aberta a associados de toda e qualquer origem técnico-profissional e instituição de origem.

2. Os métodos e produtos da atividade de inteligência, respeitados os limites da legislação, são utilizados em proveito de clientes públicos e privados, tal qual na atividade advocatícia que estou autorizado a exercer de acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF Inscrição Número: 29838. Ou seja, não há desdouro, da parte do profissional autônomo de inteligência, em ser consultado e contratado por operadores políticos (tal qual os da área de "marketing político"), da mesma forma que não há em colocar seus serviços à disposição de empresas privadas e que competem no mercado de bens e serviços visando atingir uma posição de vantagem na oferta de seus produtos e "sobreviver" em um regime de livre competição regido e tutelado pelas normas vigentes no Estado Democrático de Direito.

3. Por definição, os operadores da atividade de inteligência são assessores da instância máxima da instituição ou organização e que pertencem, em não sendo autônomos. No caso das instiuições policiais brasileiras, a instância máxima é o chefe do Poder Executivo da unidade federativa considerada ou da união. Um Chefe de Polícia ocupa um cargo comissionado de indicação do Chefe do Poder Executivo correspondente, o que pressupõe lealdade funcional, condição talvez conflitante com certas operações de inteligência policial, bem como com a confiabilidade de seus produtos em determinadas circunstâncias específicas. Mas assim é que acontece, seja em nível local ou federal.

4. Sou um egresso da vida pública em instituição pertencente ao Poder Executivo do Distrito federal, que buscou preparar-se para uma segunda carreira, tal qual fazem, de igual maneira, os técnicos, como eu, egressos do Poder Executivo e Judiciário dos entes federativos e do poder central. Tenho titulação acadêmica de Mestre em Ciência em Tecnologia da Informação e Gestão do Conhecimento, sou autor de obras publicadas e em preparação versando sobre a atividade de inteligência, bem como assino inúmeros trabalhos disponíveis, tanto em públicações disponíveis comercialmente quanto de acesso público e universal na rede mundial de computadores.

5. O livre ofício privado de atividade originalmente aprendida e/ou iniciada na vida pública é um direito de profissionais liberais, após deixar o serviço público, sejam eles de qualquer origem técnico-profissional e/ou institucional. É preciso, portanto, enfatizar, neste momento, que não consta em lei nenhuma vedação de que o exercício da atividade de assessoria/consultoria em inteligência, seja ela pública ou privada, deva ser diferente, em seu livre exercício, inclusive em relação aos profissionais que exercem tal atividade sendo oriundos da área da gestão da segurança pública.

Um comentário:

Blogandosegurança disse...

Muito esclarecedora a postagem de Celso Ferro.
O Professor Celso tem sido um ativo multiplicador da "ciência e arte policial" no país, no que hoje começa a se constituir no Brasil como a área de "justiça criminal", já consolidada no meio acadêmico de vários outros países do mundo. Participamos juntos, e continuamos participando, de empreendimentos universitários de criação, coordenação e docência de várias pós-graduações voltadas total ou parcialmente para a disciplina de inteligência. Entre nossos ex-alunos figuram policiais de instituições federais, estaduais, distritais, da polícia legislativa, dos tribunais superiores, bem como do meio civil. Ferro é um técnico de alto nível em inteligência, sendo oriundo profissionalmente dos quadros da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Ele é reconhecido nacional e internacionalmente como uma autoridade acadêmica na área de gestão da segurança e inteligência, depois de obter titulação universitária civil correspondente, exercer a docência de nível superior, produzir farta bibliografia sobre o tema da inteligência e já haver palestrado para audiências nacionais e estrangeiras.

Professor Doutor George Felipe de Lima Dantas - Colega e Co-autor de diversos trabalhos acadêmicos em parceria com O Professor Mestre em Ciência Celso Moreira Ferro Júnior

CELSO MOREIRA FERRO JÚNIOR

Advogado OAB/DF

Consultor em Segurança, Inteligência e Contrainteligência Empresarial.

Delegado de Polícia
Civil do Distrito Federal (Aposentado).

Mestre em Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação na Universidade Católica de Brasília.
Pós-graduação (Especialista) em Gestão de Tecnologia da Informação na Universidade de Brasília UNB;
Pós-graduação (Especialista) em Inteligência Estratégica UNIEURO.
Pós-graduação (Especialista) em Polícia Judiciária na APC/UCB;
Graduação em Direito pelo Centro Universitário do Distrito Federal, atual UDF, 1987.

Formação Complementar
Advanced Management Course - International Law Enforcement Academy. EUA. 2007.
Advanced Course Inteligence - IMI, Israel. 2002
Curso Superior de Polícia. Academia de Polícia Civil do Distrito Federal.
Operações de Inteligência. Vertente: Planejamento. ABIN. 2000.
Procedimentos de Inteligência. Vertente: Análise.
ABIN. 2001.
Ciclo de Estudos de Política e Estratégia da Associação dos
Diplomados da Escola Superior de Guerra ADESG/UNB

Concentração de Estudos em Gestão do Conhecimento, Ciência da Informação, Inteligência Policial, Inteligência Tecnológica, Interceptação Telefônica e Ambiental, Cognição Investigativa, Análise de Vínculos e Inteligência Organizacional.

Autor dos Livros “A Inteligência e a Gestão da Informação Policial”, Editora Fortium, e, “Segurança Pública Inteligente” Editora Kelps.

Conferencista em vários Seminários e Eventos Nacionais e Internacionais sobre Segurança Pública. Palestrante e docente em diversos cursos de formação de agentes de segurança pública e em diversas Instituições de Ensino Superior (IES), mais recentemente do Núcleo de Estudos em Defesa, Segurança e Ordem Pública (NEDOP) do Centro Universitário do Distrito Federal (UniDF). Diretor Científico Adjunto do Instituto Brasileiro de Inteligência Criminal INTECRIM.

Coordenou e executou na Polícia Civil Distrito Federal importantes projetos na área de Tecnologia e Inteligência.

Comandou as ações Repressão ao Crime Organizado, Inteligência Policial, Operações Especiais, Repressão a Sequestros, Crimes Contra a Administração Pública, Crimes Tecnológicos, Análise Criminal, Planejamento e Logistica Operacional, Comunicação Organizacional, Controle de Armamento, Munições e Explosivos, Operações Aéreas e Delegacia Eletrônica.