quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A DESINFORMAÇÃO



Em Houaiss (2002)[1], Dicionário Eletrônico da Língua Portuguesa, a desinformação é a ação ou efeito de desinformar com informação falsa, dada no propósito de confundir ou induzir a erro. De acordo com a doutrina da Agencia Brasileira de Inteligência – ABIN a desinformação é a divulgação de informações falsas ou incorretas a fim de influenciar ou manipular pessoas ou grupos.
Por meio de paráfrase à definição de Contrainformação[2], a desinformação pode operar-se através da publicidade de um regime político, da publicidade privada, por meio de boatos, rumores, estatísticas ou estudos supostamente científicos e imparciais, mas pagos por pessoas, empresas ou instituições econômicas interessadas, por afirmações não autorizadas a divulgar argumentos adversos que possam suscitar uma medida e antecipar respostas e uso de meios não independentes ou financiados em parte por quem divulga a notícia.
A Desinformação serve-se de diversos procedimentos retóricos a pressuposição, o uso de falácias, mentiras, omissão, sobreinformação, descontextualização, negativismo, generalização, especificação, analogia, metáfora, eufemismo, desorganização do conteúdo, uso de adjetivos dissuasivos, reserva da última palavra ou ordenação da informação preconizada sobre a oposta.
A maior parte das pessoas não sabem o que é desinformação. Imagina que é apenas informação falsa para fins gerais de propaganda. Ignora por completo que se trata de ações perfeitamente calculadas em vista de um fim, e que em noventa por cento dos casos esse fim não é influenciar as multidões, mas atingir alvos muito determinados - governantes, empresários, autoridades - para induzi-los a decisões estratégicas prejudiciais a seus próprios interesses e aos de seu Estado. A desinformação-propaganda lida apenas com dados políticos ao alcance do povo. A desinformação de alto nível falseia informações especializadas e técnicas de relevância incomparavelmente maior. (CARVALHO, 2001)[3]
É muito fácil identifica-la em sites da internet, as quais tem como propósito gerar opinião contrária e falsa sobre determinado assunto, de forma a que a própria opinião fique enobrecida ou glorificada. Trata-se antes de mais nada, de convencer as pessoas com sentimentos e não com razões objetivas. Habitualmente emprega-se em defesa de interesses, encobrindo a intenção econômica a que obedece esse ponto de vista aparentemente bem-intencionado de a regular.
Algumas palavras e expressões não admitem réplica nem razoabilidade lógica. São os chamados adjetivos dissuasivos, contundentes e negativistas que obrigam a submeter-se a essas palavras e excluem o teor e qualquer forma de trâmite inteligente. A sua contundência emocional da mensagem, eclipsa toda qualquer possível dúvida e os princípios de qualquer forma razoável de pensamento.
Geralmente serve para rebaixar a reputação de pessoas, empresas e instituições com um discurso no sentido oposto da realidade e cria uma atmosfera irrespirável. Muitas das palavras utilizadas na desinformação são replicadas em rede e costumam atrair outros elementos em cadeia formando afirmações redundantes absolutamente indiscutíveis.


[1] HOUAISS. Dicionário Eletrônico da Língua Portuguesa. 2002.
[2] WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. A CONTRA INFORMAÇÃO. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Contrainforma%C3%A7%C3%A3o. Acesso em 23/10/2014.
[3] CARVALHO, Olavo. O Que é Desinformação. Disponível em: http://www.olavodecarvalho.org/semana/desinf.htm. Acesso em 20/10/2014.

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CELSO MOREIRA FERRO JÚNIOR

Advogado OAB/DF

Consultor em Segurança, Inteligência e Contrainteligência Empresarial.

Delegado de Polícia
Civil do Distrito Federal (Aposentado).

Mestre em Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação na Universidade Católica de Brasília.
Pós-graduação (Especialista) em Gestão de Tecnologia da Informação na Universidade de Brasília UNB;
Pós-graduação (Especialista) em Inteligência Estratégica UNIEURO.
Pós-graduação (Especialista) em Polícia Judiciária na APC/UCB;
Graduação em Direito pelo Centro Universitário do Distrito Federal, atual UDF, 1987.

Formação Complementar
Advanced Management Course - International Law Enforcement Academy. EUA. 2007.
Advanced Course Inteligence - IMI, Israel. 2002
Curso Superior de Polícia. Academia de Polícia Civil do Distrito Federal.
Operações de Inteligência. Vertente: Planejamento. ABIN. 2000.
Procedimentos de Inteligência. Vertente: Análise.
ABIN. 2001.
Ciclo de Estudos de Política e Estratégia da Associação dos
Diplomados da Escola Superior de Guerra ADESG/UNB

Concentração de Estudos em Gestão do Conhecimento, Ciência da Informação, Inteligência Policial, Inteligência Tecnológica, Interceptação Telefônica e Ambiental, Cognição Investigativa, Análise de Vínculos e Inteligência Organizacional.

Autor dos Livros “A Inteligência e a Gestão da Informação Policial”, Editora Fortium, e, “Segurança Pública Inteligente” Editora Kelps.

Conferencista em vários Seminários e Eventos Nacionais e Internacionais sobre Segurança Pública. Palestrante e docente em diversos cursos de formação de agentes de segurança pública e em diversas Instituições de Ensino Superior (IES), mais recentemente do Núcleo de Estudos em Defesa, Segurança e Ordem Pública (NEDOP) do Centro Universitário do Distrito Federal (UniDF). Diretor Científico Adjunto do Instituto Brasileiro de Inteligência Criminal INTECRIM.

Coordenou e executou na Polícia Civil Distrito Federal importantes projetos na área de Tecnologia e Inteligência.

Comandou as ações Repressão ao Crime Organizado, Inteligência Policial, Operações Especiais, Repressão a Sequestros, Crimes Contra a Administração Pública, Crimes Tecnológicos, Análise Criminal, Planejamento e Logistica Operacional, Comunicação Organizacional, Controle de Armamento, Munições e Explosivos, Operações Aéreas e Delegacia Eletrônica.