sábado, 17 de fevereiro de 2018

A SUBTRAÇÃO DE IDENTIDADES


A imensa existência de dados disponíveis no ambiente virtual levou à criação de uma nova indústria para os grupos criminosos, cujo produto é a "subtração de identidades". De acordo com o Serviço de Pesquisa do Congresso Norte Americano, em 2012, as fraudes que envolvem subtração de dados pessoais nos EUA custaram à população cerca de 21 bilhões de dólares e consta que mais de 13 milhões de indivíduos foram vítimas anualmente, ou seja, cerca de um indivíduo a cada 02 segundos.

 
Todos sabem que a subtração de informações pessoais é um ato preparatório para uma série de outros crimes, como fraude financeira, fraude de seguros, fraude fiscal, fraude previdenciária, estelionatos diversos e até mesmo para financiar o crime organizado. O crescimento de dados pessoais publicados e disponibilizados na web está levando a um crescimento exponencial do crime online.
Nos EUA as crianças são o grupo de maior crescimento entre as vítimas. Elas são particularmente vulneráveis. Por não contarem com sistemas de alerta como o adulto. Se alguém, de forma fraudulenta, lançar R$ 1.000,00 (mil reais) em seu cartão de crédito, voce provavelmente perceberá o problema na próxima fatura, mas as crianças não recebem faturas de cartão de crédito.
Os ladrões de identidades de crianças podem usa-las até por 18 anos e, somente quando esses jovens adultos solicitarem crédito para si mesmos, ou abrir uma conta corrente, descobrirão que seu histórico foi destruído por criminosos.
Os jovens cada vez mais utilizam de registros em ambientes virtuais inserindo seus dados pessoais e fotografias. Até a sua adolescência são alvos do crime e tornando-se vítimas fáceis de perseguidores, assediadores, pedófilos e negociadores de órgãos.  Os predadores de crianças têm usado a tecnologia de maneira muito eficaz para perseguir suas presas geralmente para fins de abuso sexual.
Como já deve ser óbvio, há inúmeros riscos provenientes da massa de dados que cresce ao nosso redor. Estamos diante de uma avalanche de atos e golpes de toda ordem graças aos computadores que carregamos conosco o tempo todo, os telefones celulares.

GOODMAN, Marc. Future Crimes. Editora HSM. 2015

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CELSO MOREIRA FERRO JÚNIOR

Advogado OAB/DF

Consultor em Segurança, Inteligência e Contrainteligência Empresarial.

Delegado de Polícia
Civil do Distrito Federal (Aposentado).

Mestre em Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação na Universidade Católica de Brasília.
Pós-graduação (Especialista) em Gestão de Tecnologia da Informação na Universidade de Brasília UNB;
Pós-graduação (Especialista) em Inteligência Estratégica UNIEURO.
Pós-graduação (Especialista) em Polícia Judiciária na APC/UCB;
Graduação em Direito pelo Centro Universitário do Distrito Federal, atual UDF, 1987.

Formação Complementar
Advanced Management Course - International Law Enforcement Academy. EUA. 2007.
Advanced Course Inteligence - IMI, Israel. 2002
Curso Superior de Polícia. Academia de Polícia Civil do Distrito Federal.
Operações de Inteligência. Vertente: Planejamento. ABIN. 2000.
Procedimentos de Inteligência. Vertente: Análise.
ABIN. 2001.
Ciclo de Estudos de Política e Estratégia da Associação dos
Diplomados da Escola Superior de Guerra ADESG/UNB

Concentração de Estudos em Gestão do Conhecimento, Ciência da Informação, Inteligência Policial, Inteligência Tecnológica, Interceptação Telefônica e Ambiental, Cognição Investigativa, Análise de Vínculos e Inteligência Organizacional.

Autor dos Livros “A Inteligência e a Gestão da Informação Policial”, Editora Fortium, e, “Segurança Pública Inteligente” Editora Kelps.

Conferencista em vários Seminários e Eventos Nacionais e Internacionais sobre Segurança Pública. Palestrante e docente em diversos cursos de formação de agentes de segurança pública e em diversas Instituições de Ensino Superior (IES), mais recentemente do Núcleo de Estudos em Defesa, Segurança e Ordem Pública (NEDOP) do Centro Universitário do Distrito Federal (UniDF). Diretor Científico Adjunto do Instituto Brasileiro de Inteligência Criminal INTECRIM.

Coordenou e executou na Polícia Civil Distrito Federal importantes projetos na área de Tecnologia e Inteligência.

Comandou as ações Repressão ao Crime Organizado, Inteligência Policial, Operações Especiais, Repressão a Sequestros, Crimes Contra a Administração Pública, Crimes Tecnológicos, Análise Criminal, Planejamento e Logistica Operacional, Comunicação Organizacional, Controle de Armamento, Munições e Explosivos, Operações Aéreas e Delegacia Eletrônica.